Imóvel para estrangeiros

Futuros moradores procuram por unidades perto da praia, com dimensões e preços variados

Reserva do Paiva é um dos destinos mais procuraddos pelos estrangeiros que investem em Pernambuco (Wilton Santana/Divulgacao)

Mineiros, paulistanos, cariocas, brasilienses e rondonienses. Portugueses, italianos e espanhóis. O mercado imobiliário pernambucano anda tão aquecido que o grupo formado por tupiniquins e estrangeiros tem outra afinidade, além de boa parte ser investidor: eles agora compram imóveis. A “invasão” é algo semelhante ao que vem ocorrendo na Flórida (EUA) com os brasileiros.

O fenômeno, que não é considerado inédito por especialistas do mercado, nunca foi tão forte. Eles buscam produtos perto da praia, querem infraestrutura completa de serviços e imóveis com preços e dimensões variadas, inclusive financiados. “Agora eles não só investem, também procuram uma segunda opção de moradia, no caso dos europeus. Já para os brasileiros de outros estados a razão é o trabalho”.

A explicação é de Bruno Nakamura, corretor de imóveis e diretor de vendas no Recife da imobiliária Lopes Immobilis. Segundo ele, de 60% a 70% dos “gringos” que compram imóveis através da unidade são italianos. O restante, portugueses e espanhóis. Geralmente, clientes que querem unidades cujo preço oscila entre R$ 200 mil e R$ 500 mil. “Do tipo dois ou três quartos”, acrescenta.

Mas há os “brazucas estrangeiros”, gente que deixou o Brasil para estudar e trabalhar lá fora e agora vê a chance de investir em um bom empreendimento. Na Reserva do Paiva, onde a Odebrecht Realizações Imobiliárias (OR) tem projetos em andamento, 12% dos compradores da primeira etapa são de estrangeiros (4%) e brasileiros de outros estados (8%).

“O laço comercial hoje atrai bastante estes clientes, principalmente sócios de empresas ou de sócios que já têm imóveis aqui. A valorização é alta e as raízes locais também influenciam na decisão da compra”, atesta Luís Henrique Oliveira, diretor de incorporação imobiliária da OR. “A retração do mercado internacional fez com que hoje a taxa média de compradores estrangeiros seja entre 7% e 10%, quando já atingiu 20%. Mas a tendência é de crescimento”, diz.

Zona Sul do Recife, Jaboatão e Litoral Sul são os locais mais procurados, mas os planos de mobilidade anunciados pelo governo do estado podem mudar o cenário. “Temos um valor médio de vendas de US$ 200 mil. Esses clientes prezam por mobilidade, infraestrutura, são de classe média alta e baixa e também querem produtos financiados”, pontua Jairo Rocha, diretor da imobiliária homônima.

Fonte: Augusto Freitas – Diário de Pernambuco

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