Operários da Transnordestina fazem greve

De acordo com o presidente do Sintepav-CE apenas a Odebrecht está descumprindo esse acordo já firmado em Convenção Coletiva de Trabalho

Operários da Transnordestina cruzaram os braços nesta segunda-feira (5) no Lote I em Missão Velha, no Cariri cearense. A paralisação começou pela manhã após assembleia realizada pelo sindicato em frente à obra. Por unanimidade, os 380 trabalhadores optaram pela greve até que suas reivindicações sejam atendidas. Foi montada uma comissão de seis trabalhadores para negociarem com o sindicato patronal e com os representantes da empresa Odebrecht, responsável pelo trecho.

À tarde houve uma reunião com encarregados. Mas, de acordo com o presidente do Sindicato dos Trabalhadores das Indústrias em Construção de Estradas, Pavimentação e Obras de Terraplenagem em Geral do Estado do Ceará (Sintepav-CE), Raimundo Nonato Gomes, não se chegou a nenhum acordo. “Não estamos avançando em nada, acredito que a paralisação não termina antes de quinta-feira (8)”, afirmou.

Mesmo diante da resistência do sindicato patronal, ele espera que as reivindicações sejam atendidas. De acordo com Raimundo Nonato Gomes, apenas a Odebrecht está descumprindo esse acordo já firmado em Convenção Coletiva de Trabalho. “Caso não haja cumprimento a obra permanecerá parada”, garantiu.

Os operários reivindicam reajuste de 100% no porcentual de horas extras, que hoje é de 70%; aumento da cesta básica de R$ 80 para R$ 150; plano de saúde estendido aos familiares; horas in tineré com relógio de ponto no ônibus; reajuste de 2% sobre o salário de todos os trabalhadores para complementar o porcentual de 13% da categoria e o retroativo de abril (em outubro foi dado 11%); PRL de 440 horas (referente a dois meses de trabalho); ajuda de custo no valor de R$ 200 para os trabalhadores em alojamentos; e folga no dia do pagamento.

A Transnordestina integra a lista das maiores obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). Quando concluída, a ferrovia terá 1.728 quilômetros de extensão e ligará os Portos de Pecém, no Ceará, e Suape, em Pernambuco ao sertão do Piauí. Transportará cerca de 40 milhões de toneladas ao ano de grãos, minério, gesso, frutas e combustíveis.

Fonte: Agência Estado – Jornal do Commercio

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