Juros do crédito imobiliário só devem subir no longo prazo

Financeira do Itaú e da Lopes diz que recursos da poupança serão suficientes para garantir juros parecidos com os atuais até 2013

Ilustração de pessoa pensando em dinheiro e imóveis

Juros para financiar imóveis devem se manter por mais dois anos

A menor captação da poupança já preocupa o setor de crédito imobiliário. Pelo menos até 2013, porém, quem espera tomar um financiamento para adquirir uma residência a prazo não deverá sentir aumento nos juros praticados. A opinião é dos executivos da CrediPronto, financeira imobiliária criada em uma parceria entre a Lopes e o banco Itaú. “Temos uma preocupação com o funding, mas não no curto prazo, pois a queda da taxa de juros deve tornar a poupança um investimento atrativo novamente”, afirma Bruno Gama, diretor de operações da empresa.

A poupança é a principal fonte de financiamento que abastece o setor de crédito imobiliário. Com exceção de algumas instituições públicas como o Banco do Brasil e o Banco da Amazônia, todos os outros bancos brasileiros são obrigados a direcionar 65% dos recursos depositados em caderneta de poupança para o financiamento de imóveis. Quem não fizer isso deverá aumentar o recolhimento de depósitos compulsórios junto ao Banco Central e não terá uma remuneração adicional.

Os recursos da caderneta, porém, estão em níveis menores do que o ideal. O Banco Central divulgou na última terça-feira que a captação líquida da poupança ficou em 10,566 bilhões de reais entre janeiro e novembro. Apesar de positivo, o saldo é 67,3% menor do que o registrado no mesmo período de 2010. “Pelo menos nos próximos dois anos não haverá aumento nos juros imobiliários. Mas se no futuro precisarmos de outras fontes de funding, ai sim isso pode ocorrer”, afirma Rodrigo Gordinho, diretor comercial da CrediPronto. Isso aconteceria pois captar dinheiro na poupança é barato, o que permite a prática das taxas atuais, abaixo da Selic. Se for necessário buscar outras fontes mais caras, porém, haverá o repasse.

Embora os recursos ainda sejam suficientes para que não sejam tomadas medidas mais específicas, o menor funding já faz com que os bancos fiquem mais criteriosos ao liberar financiamento. Na CrediPronto, a taxa de aprovação é de 80% e não variou muito ao longo do tempo. “O que temos são instrumentos mais refinados de análise de crédito”, afirma Gama.

Na prática, isso quer dizer que a quantidade de faixas de classificação dos clientes que pedem crédito aumentou e, embora o mesmo número de pessoas continue sendo aprovado, os valores e condições estão mais personalizados de acordo com o “rating” dos clientes. Hoje, a taxa de juros média varia entre 9,5% e 10% mais TR e a inadimplência é quase nula, mas com uma ressalva: “Nossa carteira é muito nova, o que colabora com a inadimplência quase inexistente”, afirma Gama. A CrediPronto foi formada em 2007 e atua ativamente desde 2008.

Fonte: Lilian Sobral, de

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