USP lança sistema de indicadores de Engenharia

EngenhariaData aponta crescimento na formação e mercado de trabalho. Brasil ainda forma menos que Chile e México

Andresr/Shutterstock

No começo de dezembro foi lançado o sistema de indicadores EngenhariaData, elaborado pelo Núcleo de Apoio à Pesquisa Observatório da Inovação e Competitividade (NAP-OIC), sediado no Instituto de Estudos Avançados da Universidade de São Paulo (IEA-USP). Este foi o primeiro relatório de uma série periódica, que apresenta dados e análises sobre formação, mercado de trabalho e produção científica na Engenharia brasileira entre 2000 e 2009.

Segundo o EngenhariaData, o número de engenheiros cresceu de 123 mil em 2000 para 229 mil em 2010, um aumento de 85%, percentual superior ao total do emprego formal no país para o período de 68%. Houve um aumento do número absoluto de engenheiros em praticamente todos os setores de atividade econômica, sendo os de indústria de transformação, serviços e construção civil os de maiores crescimentos.

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O maior aumento na demanda de engenheiros foi na indústria da transformação, com 35%, seguido por serviços, com 28,2%. A construção civil ficou em terceiro lugar, com 15,4%.

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Em relação à formação de engenheiros, os indicadores mostraram avanços no número de vagas, ingressantes, matriculados e concluintes da graduação em Engenharia entre 2000 e 2009. Todos esses indicadores mais que dobraram nesse período, sendo que os três primeiros cresceram acima da média do ensino superior. A pós‐graduação em engenharia também cresceu ao longo do período de 2000‐2010, tanto no número de programas de pós‐graduação como em titulação de mestres e doutores.

Apesar da melhora nos indicadores de formação da engenharia em relação ao total do ensino superior, o Brasil é o país que menos forma engenheiros em relação ao tamanho de sua  população, em comparação com 26 países membros e não‐membros da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE). De acordo com dados de 2007, eram dois  profissionais de Engenharia para cada 10 mil habitantes – comparativamente, os coreanos formavam oito vezes mais, os chineses, cinco vezes mais, e Chile e México, pelo menos o dobro.

O EngenhariaData (engenhariadata.com.br) é simultaneamente um componente do InovaçãoData, um sistema de indicadores de inovação a ser futuramente desenvolvido pelo NAP-OIC e um sistema em si, autônomo, capaz de propiciar discussão específica e contribuir para o debate sobre a engenharia, seus problemas e desafios. A inspiração para seu desenvolvimento foi o sistema de indicadores de ciência e engenharia dos Estados Unidos, publicado pelo National Science Board, órgão da National Science Foundation, mas com a disponibilização, num único local, das principais séries de dados sobre engenharia. A reunião desses indicadores visa facilitar a consulta por pesquisadores, gestores de políticas públicas, empresas, instituições de ciência, tecnologia e inovação, jornalistas e demais interessados no tema, possibilitando a elaboração de análises sobre a evolução da Engenharia no país e comparações internacionais.

Fonte: Luciana Tamaki – Piniweb

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