Poucos engenheiros civis têm conhecimento técnico sobre madeira, aponta estudo

Apenas 40% dos profissionais formados em São Paulo tiveram contato com disciplinas que abordam certificação florestal, acabamento e preservação da madeira

Luis Lopes

Apesar da ampla utilização da madeira no setor da construção civil, os engenheiros civis ainda têm pouco conhecimento sobre conteúdos técnicos, legais e ambientais da matéria-prima, principalmente quanto às questões de sustentabilidade. Isso é o que apontou uma pesquisa da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq), da Universidade de São Paulo (USP) em Piracicaba.

 O estudo avaliou o conteúdo lecionado sobre madeira nos 53 cursos de graduação em Engenharia Civil no Estado de São Paulo, sendo oito oferecidos por instituições públicas e as demais pelas privadas. Os dados foram coletados a partir da matriz curricular dos cursos e do programa/ementa das disciplinas oferecidas que tratam do tema. Foram realizadas, também, entrevistas com roteiro semi-estruturado via telefone e internet.

Os conteúdos referentes às propriedades, características, anatomia e estrutura da madeira são abordados em 100% dos cursos, com variação na carga horária destinada ao assunto. De acordo com a pesquisa, no entanto, isso é suficiente, somente, para que o graduando tenha uma noção geral sobre o material, mas não permite conhecimento sobre suas propriedades e espécies de forma a fazer uma correta seleção e especificação de materiais para os diferentes usos.

Nesse quesito, apenas 40% dos futuros engenheiros civis formados em São Paulo tem contato com disciplinas que abordam certificação florestal e acabamento e preservação da madeira. Sobre origem legal da madeira, apenas 60% dos alunos tem contato com o assunto.

“Esses temas são parte das políticas e procedimentos adotados pelo Sindicato da Indústria da Construção Civil do Estado de São Paulo (SindusCon-SP), pelos bancos financiadores da construção civil e pelo Governo do Estado de São Paulo para a sustentabilidade na cadeia produtiva da construção civil e nas cadeias florestais”, afirmou Adriana Nolasco, professora responsável pela supervisão da pesquisa, à Agência de Notícias da USP. O estudo foi realizado pelas alunas de engenharia florestal, Giovana Indiani e Mayra Bonfim.

Fonte: Ana Paula Rocha – Piniweb

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