Prédio em São Paulo tem vigas de 44,4 m a 30 m de altura

Obra de edifício comercial em uma das principais avenidas da capital vence grande vão para não interferir em patrimônio tombado

Divulgação: Brookfield

Além do vão de 44,4 m, a altura de 30 m permitem a ligação visual da casa pela avenida Faria Lima

Em uma das principais avenidas de São Paulo, a Brigadeiro Faria Lima, a obra de um novo prédio comercial precisava vencer um desafio: preservar uma casa bandeirista autêntica, sem interferir em sua estrutura ou em sua vista da avenida. A solução desenvolvida para o Brookfield Malzoni  foi construir um dos blocos a 30 m de altura, com 4 vigas de 44,4 m cada uma.

 As vigas têm 700 m³ de concreto cada, sustentadas por oito pilares com 30 m de altura acima do nível do solo para os 12 andares de edificação. As vigas são em formato “T”, e possuem 6 m de altura. Sob o eixo de cada par de pilares de cada viga foi feita uma outra fundação, como um radier, para suportar a carga.

As duas vigas centrais receberam 24 bainhas de 24 cordoalhas para protensão, enquanto as mais externas receberam 18 bainhas de 24 cordoalhas. O momento de cálculo nas vigas principais é de 60 mil tfm. Depois de concretadas as vigas de 44,4 m, foram feitas vigas de travamento, ortogonais a elas, com 2,50 m de altura.

O concreto usado foi o autoadensável, com 50 MPa. Foi feito um controle tecnológico muito rígido, sendo instalados quatro termopares em cada viga durante o lançamento do concreto e até duas semanas após, para monitorar a temperatura.

Saiba mais detalhes deste projeto e da execução da obra na próxima edição da revista Téchne.

Resumo da obra:
Brookfield Malzoni
Construção: Brookfield
Incorporação: Brookfield / Grupo Victor Malzoni
Projeto de arquitetura: Botti Rubin
Projeto estrutural: Mário Franco (JKMF)
Projeto de fundação: Consultrix
Área do terreno: 20 mil m²
Área da casa bandeirista: 2 mil m²
Comprimento da viga no bloco de transição: 44,4 m
Altura dos pilares no bloco de transição: 30 m
Área das lajes interligadas: 5.200 m²

Divulgação: Brookfield

Foi usado concreto autoadensável de 50 MPa, com intenso monitoramento de temperatura durante e por mais duas semanas depois da concretagem

Divulgação: Brookfield

Vigas metálicas e escoramento metálico nos pilares foram descartados por problemas de logística e montagem. No final, foi feito escoramento desde o 6º subsolo até a altura das vigas

Fonte: Luciana Tamaki, da revista Téchne – Piniweb

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