Trabalhadores de todos os estádios da Copa podem entrar em greve geral

Centrais sindicais buscam acordo para uniformidade de salários e benefícios

Divulgação: Odebrecht

Obras no estádio da Fonte Nova, em Salvador, estão paralisadas

As obras dos 12 estádios para a Copa do Mundo de 2014 poderão sofrer com greves no mês de março. A razão para a greve geral é a busca por uma uniformidade no piso salarial e nos benefícios para todo o país, encabeçada pelas principais centrais sindicais  como Central Única dos Trabalhadores (CUT), Confederação Sindical Internacional (CSI), Força Sindical e Federação Nacional dos Trabalhadores na Indústria da Construção Pesada, além de sindicatos estaduais que representam os profissionais da construção civil.

Segundo Claudio da Silva Gomes, presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores nas Indústrias da Construção e da Madeira (Conticom), vinculado à CUT, o objetivo é que não haja uma disparidade tão grande entre os salários pagos em diferentes regiões do país. “Os trabalhadores fazem as mesmas coisas em diferentes Estados. Por que o salário de um trabalhador do Sudeste é tão diferente do Nordeste?”, disse. Gomes afirma que, dependendo do resultado das negociações, a greve pode se estender até para obras que não tenham relação com a Copa.

De acordo com João Carlos Gonçalves, secretário-geral da Força Sindical, a reivindicação do piso se baseia também no fato de que a formação dos preços das licitações é semelhante e de que as obras estão concentradas nas mãos de poucas construtoras, com obras em diferentes locais. A mobilização está sendo iniciada agora para que os problemas sejam resolvidos antes de maio, quando devem ser fechados os novos acordos trabalhistas.

Para resolver o assunto, as centrais sindicais pretendem realizar uma reunião, até o dia 15 de março, juntamente com a Confederação Nacional da Indústria (CNI), com o Ministério do Trabalho e com a Secretaria Geral da Presidência para que seja apresentada uma proposta de piso salarial único para todo o território brasileiro. A reunião não foi confirmada pela CNI. Já a assessoria de imprensa do secretário-geral da Presidência, Gilberto Carvalho, também não confirmou a reunião, mas afirmou que parte das reivindicações das centrais está inclusa no pacto setorial, que deverá ser lançado ainda em fevereiro. As demandas que não estão no pacto deverão entrar em discussão pelo mesmo grupo.

Os sindicalistas querem piso nacional unificado de R$ 1,1 mil para ajudantes de obras, profissional que hoje ganha cerca de R$ 600 na região Nordeste. Para carpinteiros e pedreiros, o pleito é de R$ 1.580, quando a média atual é de R$ 1,2 mil. A cesta básica requerida é de R$ 350. Os planos de saúde, muitas vezes limitados ao trabalhador, deverão ser estendidos às suas famílias. Quanto à hora extra, o pedido é que o percentual pago seja de 100% durante os dias de semana, diante da média de 50%, como acontece na maioria dos Estados. Finalmente, os trabalhadores querem folga de cinco dias úteis consecutivos a cada 60 dias trabalhados, para visitar familiares, com custo de transporte bancado pelas empresas.

Atualmente, os trabalhadores da arena de Salvador estão em greve. No ano passado, movimentos grevistas afetaram as obras no Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Recife, Salvador, Cuiabá e Porto Alegre.

Fonte: Mauricio Lima – Piniweb

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