GBC Brasil divulga vencedores de concurso para hotel sustentável

Trabalho da equipe liderada por Ricardo Felipe Gonçalves levou o primeiro prêmio. Projeto final será desenvolvido em parceria com Siegbert Zanettini

A equipe coordenada pelo arquiteto Ricardo Felipe Gonçalves venceu o concurso de arquitetura “Um Hotel Sustentável Para Uma Copa Verde” realizado pelo Projeto Aliah, em parceria com o Green Building Council Brasil (GBC Brasil). Agora, o arquiteto e sua equipe participarão do desenvolvimento do desenho final do projeto em parceria com o arquiteto Siegbert Zanettini.

O hotel, que busca também suprir a demanda hoteleira durante a Copa do Mundo de 2014, será construído em Bragança Paulista, a 88 km de São Paulo. “Tivemos um nível alto dos desenhos apresentados, o que deixou a escolha difícil. Algo positivo para nós, da organização, e para os candidatos. Agora, nossos esforços ficarão focados no desenvolvimento do projeto final, já que a parceria com a Vert Hotéis garante a operação do complexo quando estiver construído”, comemora Adriana Mallet, empresária idealizadora do Projeto Aliah.

A organização do concurso informa que a competição deve ser promovida também em cidades-sede da Copa, começando pelo Rio de Janeiro, que também sediará as Olimpíadas.

Confira os projetos classificados:

Primeiro Lugar
Arquiteto responsável: Ricardo Felipe Gonçalves
Prêmio: R$ 12 mil

Divulgação: Projeto Aliah

O objetivo do projeto foi resgatar conceitos relacionados à qualidade de vida. Uma praça mirante se torna protagonista do empreendimento, pois articula o acesso ao hotel e ao centro de convenções, além de integrar o volume à paisagem.

Divulgação: Projeto Aliah

O volume está implantado na área mais alta do terreno, acomodando-se à topografia natural do local e direcionando a vista dos visitantes ao horizonte. No centro do edifício há um bosque, que conta com muita vegetação, transformando o espaço em algo além de uma simples conexão entre as áreas do hotel. “A linguagem arquitetônica do projeto busca evidenciar as diversas estratégias de sustentabilidade e conforto ambiental passivo que foram empregados”, diz o memorial.

Segundo Lugar
Arquiteto responsável: Antonio José de Santana Júnior
Prêmio: R$ 5 mil

Divulgação: Projeto Aliah

O projeto tira proveito dos desníveis naturais da topografia, acomodando as vias e o programa dos edifícios de modo que sejam realizados poucos ajustes para sua construção. Os acessos do centro de convenções e o hotel são integrados por uma praça, mas com os seus respectivos usos preservados pelos desníveis.

O conjunto seria construído em três fases diferentes, sendo o centro de convenções a “pedra fundamental” do complexo. Na segunda fase viria o hotel, seguido pelo complexo esportivo. O projeto prevê a instalação de cobertura verde e sistema de captação e armazenamento das águas pluviais, além de sistema de energia solar com instalação de placas fotovoltaicas e painéis solares para aquecimento de água.

Terceiro Lugar
Arquiteto responsável: Júlio Beraldo Valente
Prêmio: R$ 2 mil

Divulgação: Projeto Aliah

De acordo com a equipe de arquitetos, o projeto do hotel se organiza a partir da “ocupação e distribuição do programa por todo o topo do terreno, ligado a um grande eixo verde, na orientação leste-oeste, que conecta duas áreas de proteção ambiental que circundam o lote escolhido”. O projeto propõe as diferentes instalações em cotas distintas, separando cada parte do complexo por altura.

Todos os volumes seriam construídos em diferentes platôs, necessitando do mínimo de movimentação de terra para a execução do hotel. Além disso, cada nível contaria com uma praça ou um pátio, como espaço de convivência e de admiração do entorno.

Menção Honrosa
Arquiteto responsável: Samuel Shin Choi

O prédio do hotel seria instalado na parte mais alta do terreno e seria dividido em duas áreas, sendo uma somente com os quartos e outra que abrigaria também visitantes. O centro de convenções estaria conectado ao leste do volume principal, enquanto o complexo esportivo ficaria localizado na porção oeste do terreno.

Todas as coberturas foram projetadas de forma a minimizar os ganhos térmicos dentro dos edifícios, captar águas pluviais e abrigar painéis fotovoltaicos que fornecerão energia para aquecer duchas e banheiras das unidades de hospedagem.

Fonte: Mauricio Lima – Piniweb

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