SUSTENTABILIDADE, CONSTRUÇÃO CIVIL E RECICLAGEM PODEM ANDAR JUNTAS

O desenvolvimento sustentável já foi modismo, mas hoje é uma realidade cada vez mais concreta. A indústria mundial da construção civil já faz da ecologia uma bandeira real. A busca por alternativas procura sempre minimizar os reflexos ao meio ambiente.
Por se tratar de um setor cujo impacto ambiental e a utilização de recursos naturais são altíssimos, a reciclagem dos resíduos gerados é uma tendência para a diminuição de emissão de poluentes e degradações.
Pontos fundamentais não podem deixar de serem levados em consideração: 40 % formação bruta de capital e enorme massa de emprego fazem com que qualquer política abrangente deva, necessariamente, envolver todo o setor. Além disso, é um dos maiores consumidores de matéria-prima, cujo mercado é responsável pelo consumo de entre 20 e 50% do total de recursos naturais consumidos pela sociedade.
Algumas reservas de matérias-primas tem estoques bastante limitados, como as reservas mundiais do cobre, por exemplo, tem vida útil estimada de pouco mais de 60 anos. Por outro lado, a construção civil é potencialmente grande consumidora de resíduos provenientes de outras indústrias. As possibilidades de redução e utilização de resíduos, gerados nos diferentes processos produtivos, apresentam limitações técnicas. Resíduos sempre existirão, mas podem ser minimizados.
A reciclagem vem se tornando uma oportunidade de transformação de uma fonte importante de despesa em uma fonte de faturamento ou, pelo menos, de redução dos gastos.
Quando a reciclagem é encarada como uma forma de redução de custos, e até mesmo novas oportunidades de negócios, há também a redução do volume na extração de matérias-primas, preservando os recursos naturais limitados.
A incorporação de resíduos na produção de materiais também pode reduzir o consumo de energia. No caso das escórias e pozolanas, é este nível de energia que permite a produção de cimento sem a calcinação da matéria-prima, permitindo uma redução de consumo energético de até 80%.
O incentivo à reciclagem deve ser então uma parte importante de qualquer política ambiental. É fundamental que o governo e outros órgãos públicos possam oferecer cada vez mais benefícios aos envolvidos nesta causa, sejam eles fornecedores ou consumidores.
O mercado de reciclagem e reaproveitamento de resíduos no desenvolvimento de novos materiais ainda é novidade, mas está em grande evolução. “Na área da construção civil estamos engatinhando nos processos de reciclagem. Geramos muito entulho e ainda não estamos desenvolvendo técnicas suficientes para seu reaproveitamento”, complementou Gerson Massagardi, Diretor Técnico da Feller Engenharia.
O processo de caracterização física e química do que até então era “entulho”, além de medir os riscos ambientais, viabiliza a criação de novas “matérias-primas”. Há também um processo de adequação deste novo material em possíveis aplicações na construção civil, fase de testes de qualidade e estudos que tornem viáveis financeiramente a utilização de “recursos limpos”, já que em muitos casos o custo para utilização deste tipo de material ainda é altíssimo.
O conceito de desenvolvimento sustentável está criando profundas raízes na sociedade e, certamente, deverá atingir as atividades do macro-complexo da construção civil, da extração de matérias- primas, produção de materiais de construção, chegando ao canteiro e as etapas de operação/manutenção e demolição.
Fonte: CBIC
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