Caixa Econômica Federal anuncia medidas para reaquecer demanda por crédito imobiliário

Entre elas, ampliação da oferta de crédito imobiliário, aumento da fatia financiável de unidades usadas para até 80% do seu valor e reabertura das operações de financiamento do segundo imóvel

Marcelo Scandaroli

A Caixa Econômica Federal (CEF) anunciou nesta terça-feira (8) a ampliação da oferta de crédito imobiliário para novas contratações, o aumento da fatia financiável de unidades usadas e a reabertura das operações de financiamento do segundo imóvel. Segundo a presidente do banco, Miriam Belchior, as medidas servem para reaquecer a demanda por crédito imobiliário no País.

No que diz respeita à elevação da oferta de crédito imobiliário para novos empréstimos, os recursos virão do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS): dos R$ 22,5 bilhões liberados em fevereiro pelo Conselho Curador do FGTS, 72% (R$ 16,1 bilhões) serão destinados à CEF. O banco ainda aplicará cerca de R$ 7 bilhões na linha pró-cotista, que permite a trabalhadores com conta ativa no fundo financiarem 85% do valor de imóveis novos e usados em áreas urbanas de até R$ 750 mil pelo prazo máximo de 30 anos, a taxas de juros entre 7,85% e 8,85% ao ano. Haverá, ainda, uma linha de R$ 2,4 bilhões com taxas especiais para construtoras de todos os portes, dinheiro este para financiamento da produção de imóveis de até R$ 500 mil.

O aumento da fatia financiável de imóveis usados foi para até 80% de seu valor – 70% para trabalhadores da iniciativa privada e 80% para servidores públicos – e deve destravar o mercado atual imobiliário para os segmentos das classes média e alta, em que o imóvel atual é utilizado como entrada na compra de um novo.

A CEF também vai reabrir as operações de financiamento do segundo imóvel com as mesmas condições (taxas de juros e prazos) oferecidas para quem está comprando o primeiro. “Desta forma, o cliente poderá ter dois imóveis financiados ou ter uma folga de tempo para vender o seu primeiro imóvel”, afirmou Miriam Belchior.

Para ela, a expectativa é elevar o volume das contratações em 13% no ano de 2016, o que equivale a 64 mil unidades habitacionais a mais – 29,7 mil financiadas com recursos do FGTS e 34,3 mil pela poupança.

Fonte: Luísa Cortés, do Portal PINIweb

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