Começa projeto piloto de geração de energia solar a partir de placas flutuantes em reservatórios de usinas hidrelétricas

Protótipos estão sendo lançados no Amazonas e na Bahia com capacidade inicial de 1 MWp. Resultado será apresentado em 2019

Divulgação: Ministério de Minas e Energia

O Ministério de Minas e Energia iniciou na última sexta-feira (4) o primeiro projeto de exploração de energia solar em lagos e usinas hidrelétricas com uso de flutuadores, na usina de Balbina, no Amazonas. No próximo dia 11 será lançado um protótipo similar na usina de Sobradinho, na Bahia. A cerimônia contará com a presença do Ministro de Minas e Energia, Eduardo Braga, de dirigentes do setor elétrico, das empresas envolvidas e dos pesquisadores responsáveis pelo estudo.

Na ocasião, será apresentado um protótipo com cerca de 60 m² de área, o que permitirá a visualização do sistema. Posteriormente, serão aprofundados os estudos da área dos lagos para a sua ampliação, já que na primeira fase terá capacidade de 1 Megawatt Pico (MWp), equivalente à produção de 1 MW no momento de maior insolação -, com área equivalente a cinco campos de futebol, e posteriormente serão ampliados para 5 MWp.

Os recursos para tais projetos devem chegar a R$ 100 milhões (R$ 49,964 milhões da Eletronorte e R$ 49,942 da Chesf) até 2019, para gerar 10 MWp de energia elétrica.

A escolha dos locais foi feita por estarem em áreas de regimes climáticos diferentes, o que permitirá acompanhar o desempenho dos sistemas nas diversas condições de tempo. Tal estudo é o primeiro sobre a instalação de placas solares flutuantes em lagos de usinas hidrelétricas no mundo, e permite aproveitar subestações e linhas de transmissão das hidrelétricas e a área sobre a lâmina d’água nos reservatórios, o que evita a desapropriação de terras. Projetos similares já foram iniciados em outros países, mas não em reservatórios de usinas hidrelétricas.

Cronograma
Segundo o cronograma de implantação e pesquisa, as entregas das plantas piloto em Balbina e Sobradinho estão previstas para agosto de 2016, com geração de 1 MWp em cada unidade. Em outubro de 2017 a capacidade será ampliada para 4 MWp. O encerramento do projeto e apresentação dos resultados está prevista para janeiro de 2019.

A proposta tem como objetivo analisar o grau de eficiência da interação de uma usina solar em conjunto com a operação de usinas hidrelétricas. A pesquisa deve focar em fatores como a radiação solar incidente no local, a produção e o transporte de energia, a instalação e a fixação no fundo de reservatórios, a mesma complementaridade da energia gerada e o escoamento desta energia.

As entidades que participarão do projeto são Sunlution, WEG, Fundação de Apoio ao Desenvolvimento da UFPE (FADE), Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), Fundação de Apoio Rio Solimões (UNISOL) e Universidade Federal do Amazonas (UFAM).

Divulgação: Ministério de Minas e Energia

Fonte: Luísa Cortés, do Portal PINIweb

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