Infraero apresenta projeto de centro logístico no Aeroporto de Pernambuco

Espaço de 30 mil m² será concedido à iniciativa privada e vai atender aos modais aéreo, rodoviário, portuário e ferroviário

A Infraero apresentou na última semana um novo projeto de concessão do Centro Logístico dos Guararapes, no Aeroporto de Pernambuco. O empreendimento funcionará a partir de um contrato que visa agilizar os negócios e garantir mais liberdade ao contratado.

Divulgação: Infraero

“O Centro Logístico é um espaço que abrigará diversas empresas do ramo logístico e que irão aproveitar a localização dentro do aeroporto para criar um ambiente mais otimizado de operação, já que se encontrará ao lado do modal aéreo, e de duas grandes avenidas que ligam o espaço do Aeroporto às principais BRs e ao Porto de Suape, principalmente. Haverá, então, a integração entre os modais aéreo, rodoviário, portuário, e até ferroviário”, explica Alexandre Oliveira da Silva, superintendente do Aeroporto de Pernambuco.

Segundo o executivo, o centro deve funcionar como uma espécie de “condomínio” que abrigará empresas de qualquer setor. No espaço de 30 mil m², calcula-se uma divisão em oito lotes, mas ainda há espaço para negociações com as empresas. “Lançamos esse negócio na feira de São Paulo [Intermodal 2016] e esse é o início do diálogo. Até que seja lançado o edital, muita coisa vai ser maturada, editada, diversos números que ainda estão estimados. Somente o caminhar dessas negociações é que vai definir exatamente quais serão os requisitos, que tipo de empresa vai apresentar [as propostas]. Mas, basicamente, uma empresa do ramo de logística, já que Pernambuco é um estado que tem essa atividade extremamente desenvolvida”, afirma.

A previsão é de que o edital fique pronto em julho, com o valor de R$ 25 milhões e prazo de concessão de 25 anos. Também será paga uma espécie de aluguel à Infraero.

“A principal inovação dessa medida é o contrato único com uma empresa, que vai administrar todo o espaço dos 30 mil m², e vai ter liberdade de negociar sem nenhuma amarra da Infraero, com a empresa que quiser, desde que siga os ditames dessa atividade de logística. Ela não pode, por exemplo, colocar um restaurante lá. Então, a gente [Infraero] vai delinear algumas regras e esse concessionário sozinho vai gerir aquele espaço todo da forma que ele quiser”, explica Silva.

O superintendente garante que a implementação da área não afetará as atividades do aeroporto, e prevê, com a medida, benefícios para a Infraero. “A ideia é de que a gente possa trazer empresas que se aproveitem do modal aéreo para desenvolver as suas atividades. Desenvolvendo as atividades das empresas, também desenvolve o aeroporto, porque o sucesso desse condomínio logístico vai ser o nosso sucesso. Isso garante sustentabilidade financeira ao aeroporto, pois maximiza as possibilidades de arrecadação de receitas. É um negócio que precisa ser bom para todo mundo, inclusive para a Infraero”, conclui.

Fonte: Luísa Cortés, do Portal PINIweb

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